Retrato de Cristina Reis. Fotografia de Luís Santos.


Atividade nas Artes Performativas

Area Geográfica dominante

Géneros de fotografia dominante

Regimes de colaboração privilegiados


Estado do arquivo: Parcialmente organizado
Tipos de material: Negativos, Provas impressas, Diapositivos, e Ficheiros digitais

Contactos
email: ccsreis@gmail.com


Fonte: CETBase e Autor

Cristina Reis (1945) nasceu e reside em Lisboa, para além de ser cenógrafa e figurinista, também fez fotografia de cena e iluminação, no Teatro da Cornucópia.

Em 1960 iniciou formação em design no atelier de Daciano Costa, onde trabalhou até 1966 em design de interiores. Regressou a Portugal para a realização da 1.ª Exposição de Design Português (Lisboa, pavilhão da FIL. Porto, Palácio da Bolsa) produzida pelo Núcleo de Design do Instituto Nacional de Investigação Industrial – INII, onde trabalhou até 1974.
Entre 1974 e 1975 integrou a cooperativa DEZ, que formou com, entre outros, o arquiteto António Sena da Silva.

Em 1975 iniciou a atividade de cenógrafa e figurinista no Teatro da Cornucópia, com Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra.
Desde 1983 partilhou com Luís Miguel Cintra a direção artística e administrativa da Companhia, assumindo em 1990 a partilha da sociedade.
Foi responsável pelos cenários, figurinos e design gráfico da quase totalidade dos espetáculos aí realizados colaborando com os seguintes encenadores: Luís Miguel Cintra; Jorge Silva Melo; Glicínia Quartim; Miguel Guilherme; Christine Laurent; Daniel Worm d’Assumpção; Carlos Aladro e Beatriz Batarda.

Fez cenários, figurinos e a produção para espetáculos de Zita Duarte.

Fez cenários e figurinos para espetáculos, com encenações de Luís Miguel Cintra:
A Morte do Príncipe e Outros Fragmentos de Fernando Pessoa, apresentado no Festival de Avignon em 1988 e no Festival de Outono de Paris em 1989 e posteriormente adaptado para o cinema por Maria de Medeiros.
Fez cenários e figurinos para o espetáculo Comedia sin título de Federico Garcia Lorca, no Teatro de La Abadia – Madrid, em 2005.

Fez cenários e figurinos para ópera, com encenações de Luis Miguel Cintra:
No Teatro Nacional de S. Carlos: em 1987 para L’Enfant et les Sortilèges de Ravel e Dido e Eneias de Purcell; em 1988 para as Bodas de Fígaro de Mozart; em 1997 para L’Isola Desabitata de Haydn; em 2000 para The English Cat de E. Bond/ H.W. Henze numa coprodução entre Culturporto/ Rivoli Teatro Municipal / Orquestra Nacional do Porto/ Teatro Nacional de S. Carlos/ Teatro da Cornucópia (com estreia no Teatro Rivoli, Porto); em 2003 para Jeanne d’Arc au bûcher de P. Claudel/A. Honegger; em 2005 para Medea de Cherubini e em 2016 para Dialogues des Carmélites de Francis Poulenc.
No Teatro da Cornucópia em coprodução com a RTP, em 1990 para Façade e O Urso de William Walton.
Na Culturgest, em 1996, para The Strangler de Martinu.
No Teatro Aberto, em 2004, para Le Vin Herbé de Frank Martin.

Fez cenários e figurinos para cinema, com o filme de Paulo Rocha A Ilha dos Amores em 1978.

Terminou as suas funções, em 2016, no Teatro da Cornucópia, que teve o seu fim nesse ano, contando com 127 criações e 3 estreias mundiais.

Formação

Curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (atual Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa).

1960 – iniciou formação em design no atelier de Daciano Costa.

1966-1970 – Curso de Arte e Design Gráfico da Ravensbourne College of Art and Design, no Reino Unido.

1979-1981 – Estágio de cenografia na Schaubühne Am Halleschen Ufer, em Berlim.

Exposições

1971 – 1.ª Exposição de Design Português, no pavilhão da FIL, Lisboa e no Palácio da Bolsa, Porto. Produzida pelo Núcleo de Design do Instituto Nacional de Investigação Industrial – INII.
1974-1975 – Integrou a cooperativa DEZ. Destinaram-se a maioria das exposições realizadas, a representações portuguesas através do Fundo de Fomento de Exportação, atual ICEP.
1996 – Autora da instalação “Ou talvez não” no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Bolsas

Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, com duração de um ano, enquanto foi aluna na Ravensbourne College of Art and Design, no Reino Unido.

Prémios

1978 – Menção especial ao trabalho de Cristina Reis, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
1983 – Prémio Melhor Cenografia pelo espetáculo “Oratória”, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
1984 – Prémio Se7e de Ouro Melhor Cenografia pelos espectáculos “A Missão” e “Simpatia”, atribuído pelo Semanário Sete.
1985 – Prémio Melhor Cenografia pelos espetáculos “Ricardo III” e “Páscoa”, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
1985 – Prémio Se7e de Ouro Melhor Cenografia pelos espetáculos “Ricardo III” e “Páscoa”, atribuído pelo Semanário Sete.
1988 – Prémio Revelação Cartaz pelo cartaz do espetáculo “Ricardo III”, atribuído na Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira.
1991 – Prémio Se7e de Ouro Melhor Cenografia pelos espetáculos “Comédia de Rubena” e “Até Que Como O Quê Quase”, atribuído pelo Semanário Sete.
1997 – Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pelo seu trabalho como cenógrafa/figurinista do espetáculo “Os Sete Infantes”.
1998 – Prémio Almada/Teatro pelo conjunto da sua obra, atribuído pelo Ministério da Cultura.
2000 – Prémio Nacional de Design/Carreira, atribuído pelo Centro Português de Design.
2001 – Prémio Bordalo 2000 pelo cenário de “Cimbelino”, de William Shakespeare, no Teatro da Cornucópia.
2008 – Prémio Santareno de Teatro/Carreira, atribuído pela Câmara Municipal de Santarém e Instituto Bernardo Santareno.
2010 – Prémio Artes 2010, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.
2012 – Prémio Autores 2012 – Melhor Trabalho Cenográfico pelo cenário de “A Varanda”, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
2016 – Prémio da Crítica de Teatro, relativo a 2015, atribuído pela APCT.
2021 – Prémio Carreira, atribuído pelo BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães.
2023 – Prémio Sophia 2023 – Melhor Cartaz / filme “Paraíso” (com Constança Villaverde Rosado), atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema.
2024 – Prémio Sophia 2024 – Melhor Cartaz / filme “A Noiva”, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema.

Colaborações com companhias

Galeria