Cristina Reis
Cristina Reis (1945) nasceu e reside em Lisboa, para além de ser cenógrafa e figurinista, também fez fotografia de cena e iluminação, no Teatro da Cornucópia. Em 1960 iniciou formação em designLer mais…
Helena Gonçalves
Helena Gonçalves (1978, Portimão), é cofundadora do Black Box Atelier, um espaço dedicado à fotografia e criação, digitalização, pós produção, impressão e acabamentos. Finalista do Curso Avançado de Fotografia do Ar.Co, em Lisboa, em 2004.
É Professora de Fotografia no Ar.Co. escola de arte e comunicação em Lisboa e Almada, desde 2005, professora no departamento de fotografia, técnica e prática, acompanhamento de trabalho, impressão de fotografia a preto e branco em laboratório analógico, pós-produção em formato digital. É Professora de Fotografia no Atelier de Lisboa, escola de fotografia vocacionada para o trabalho fotográfico numa perspectiva autoral, desde 2018, professora de pós-produção em formato digital. É Professora de Fotografia na ETIC, pós-produção em formato digital no curso de fotografia.
Fotógrafa do Grupo de Teatro Útero, acompanhamento dos ensaios e espectáculos, criação de fotografias para cartazes e divulgação, desde 2000. Fotógrafa free lance para outras companhias, acompanhamento dos ensaios e espectáculos, criação de fotografias para cartazes e divulgação, criação de fotografias para cenário desde 2000. Participou em diversas exposições individuais e colectivas, desde 2003, em Portugal, Espanha, França, Itália e República Checa. O seu trabalho integra as colecções da Fundação EDP e da Fundação José Saramago, assim como diversas colecções privadas.
João Lourenço
João Lourenço (1944) foi ator de teatro e cinema e fotógrafo de cena. Atualmente é encenador, diretor artístico e programador artístico do Teatro Aberto, Lisboa.
Em 1952, estreou-se na Rádio (Emissora Nacional) como intérprete. É um dos seus pioneiros da Televisão em Portugal‚ tendo durante anos participado em inúmeras peças e folhetins.
Em 1957, estreou-se, como ator, no Teatro Nacional D. Maria II, na peça D. Inez de Portugal, de Alexandre Casona, sendo ensaiado por Robles Monteiro. No ano seguinte, interpretou o protagonista do primeiro folhetim, Enquanto os Dias Passam, de Armando Vieira Pinto e realizado por Fernando Frazão. Foi produzido pela RTP e transmitido em direto.
Em 1959, ingressa no Teatro Nacional Popular (T.N.P.) no Trindade, companhia dirigida por Francisco Ribeiro.
Entre 1962 e 1963 trabalhou com a atriz brasileira Eva Todor e o dramaturgo Luiz Iglésias, no Teatro Variedades e numa vasta tournée pelo país.
Em 1963, estreia-se em cinema, na curta-metragem A Ribeira da Saudade, de João Mendes.
Colaborou pela primeira vez, em 1965, num espetáculo musical, o Paris Hotel de Georges Feydeau, no Teatro Monumental.
Em 1966, desloca-se ao Brasil com uma companhia de Vasco Morgado, atuando no Teatro Ginástico do Rio de Janeiro, onde toma contacto com o teatro brasileiro Arena-Oficina-Opinião.
Encontra outros atores também interessados em fugir ao teatro estabelecido, estatal ou empresarial. Assim, funda com Irene Cruz, Morais e Castro e Rui Mendes, uma sociedade de atores denominada “Grupo 4”. A sociedade era completamente independente dos circuitos comerciais, sem nenhum subsídio do Estado, atuando quase sempre no cinema Tivoli, sociedade essa que foi a vanguarda dos chamados “Grupos Independentes”.
O “Grupo 4” estreia o seu primeiro espetáculo, Knack, de Ann Jellicoe, no cinema Tivoli em 1967. A partir desse ano e com o “Grupo 4” interpreta e produz, entre outras, textos de: James Saunders; Eduardo Manet; Tankred Dorst; Slawomir Mrozek; Peter Handke; Xavier Pommeret e Peter Weiss.
Em 1970, ingressa como artista convidado no Teatro São Luiz numa nova companhia dirigida por Luiz Francisco Rebello.Em 1971, aceita um convite da Televisão brasileira para trabalhar durante 6 meses na «T.V. Rekord-canal 7» de S. Paulo na telenovela Os Deuses estão Mortos, de Lauro César Moniz.
Dois anos depois, estreia-se como encenador profissional, na peça Oh Papá Pobre Papá, de Arthur Kopit na Casa da Comédia.
Em 1974, um ano de mudança para a sua vida profissional, constrói com o “Grupo 4” um novo teatro, o “Teatro Aberto”, em Lisboa. Encena O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, para a inauguração do Teatro Aberto em 1976.
Afasta-se progressivamente da profissão de ator. Durante o seu percurso na representação, interpretou personagens, de vários textos de autores portugueses, como José Régio e de autores estrangeiros, entre os quais S. Beckett, W. Gibson, Shaw, W. Shakespeare, F.G. Lorca, Steinbeck, Molière, Goldoni, Beaumarchais, Lope de Vega, Neil Simon, Bertolt Brech e Stanisław Ignacy Witkiewicz.
Em 1978, é convidado pelo teatro Berliner Ensemble, dirigido por Manfred Wekwerth, para participar no coletivo de encenação da nova versão de Mãe Coragem e os Seus Filhos, de Bertolt Brecht.
Participa no Festival de Shakespeare, em Weimar, Alemanha.
Em 1982, funda e torna-se o diretor da companhia de teatro denominada Novo Grupo, que é a atual companhia residente do Teatro Aberto. A peça Oiçam Como Eu Respiro de Dario Fo, foi encenada por João Lourenço e inicia o percurso da Novo Grupo.
Em 1984, dirige no Teatro Aberto Ubu Português, um original escrito em conjunto com José Fanha e Vera San Payo de Lemos.
Em 1986, encena a peça Mãe Coragem e os Seus Filhos de Bertolt Brecht, foi coproduzida entre a Novo Grupo e o Teatro Nacional D. Maria II.
O XII Festival de Teatro de Setúbal (1987) é dedicado a João Lourenço. Em 1988, é convidado, pelo Brecht Zentrum para participar nas comemorações do 90º aniversário do nascimento de Bertolt Brecht. A versão fílmica de Mãe Coragem e os Seus Filhos, escrita por João Lourenço, foi inserida no Festival.
A convite da Embaixada dos Estados Unidos da América e do United States Information Service, desloca-se a New York e a New Haven – Universidade de Yale, em 1989, numa viagem de estudo para melhor conhecer a realidade do teatro americano.
Em 1991 participou na qualidade de encenador no Encontro de Escritores Galegos e Portugueses, em Santiago de Compostela, Espanha.
Em 1994 Leva à cena a peça Oleanna de David Mamet, no anfiteatro da Faculdade de Letras de Lisboa. Dirige a reposição da peça Oleanna no Teatro Aberto.
Em 1995,encena no Teatro Nacional, a coprodução entre o Novo Grupo e o Teatro Nacional D. Maria II da peça O Caminho Para Meca de Athol Fugard.
Em 2004,encenou no Teatro Aberto, a peça O Bobo e a sua Mulher esta Noite na Pancomédia de Botho Strauss. Foi uma coprodução entre o Novo Grupo e o Teatro Nacional S. João.
Ao longo da sua carreira na companhia Grupo Novo encenou textos dos dramaturgos: Anton Tchekov, Georges Feydeau, Friedrich Karl Waechter, Jim Cartwright, William Shakespeare, Dorothy Lane, Kurt Weill, Bernard-Marie Koltès, Sam Shepard, Eugene O´Neill, Botho Strauss, Jean Anouilh, Werner Schwab, Conor McPherson. Tankred Dorst, David Hare, Patrick Marber, Urs Widmer, Oliver Bukowski, Eric-Emmanuel Schmitt, Neil LaBute, Henrik Ibsen, Peter Turrini, Michael Frayn, Bruce Graha, Jaime Rocha, Händl Klaus, Tom Stoppard, Dea Loher, Yasmina Reza, Kate Fodor, Sofi Oksanen, John Logan, Arthur Miller, Nick Payne, Florian Zeller, Shelagh Delaney, Frank McGuiness, Michael Healey, Caryl Churchill e Lillian Hellman.
Atualmente faz parte do júri do Grande Prémio de Teatro Português e continua na direção artística do Teatro Aberto.
Tem uma vasta carreira de encenador de óperas:
Em 1985, encena, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny de Kurt Weill e Bertolt Brecht, sendo coautor da versão portuguesa com Vera San Payo de Lemos e José Fanha.
Em 1990, encena a ópera A Voz Humana de Francis Poulenc, num espetáculo concebido por si em homenagem a Jean Cocteau com o título global de A Voz Humana: anos 30 anos 60.
Em 1992 e 2005, encena no Teatro Aberto, A Ópera de Três Vinténs de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Em 2002 encena a ópera Albert Herring de Benjamin Britten, com direção musical do maestro João Paulo Santos. No ano seguinte encena a ópera Notícias do Dia (Neues vom Tage) de Paul Hindemith, com direção musical do maestro João Paulo Santos.
Em 2004, encena a ópera de câmara Uma Questão de Confiança de Ernst Krenek.Em 2005,encena no Teatro Aberto A Ópera do Mendigo de John Gay e Benjamin Britten
Em 2006, encena, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Nariz de Dimitri Chostakovitch.
Em 2014, leva à cena, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a estreia mundial da ópera Três Mulheres com Máscara de Ferro de Augustina Bessa-Luís, com direção musical do maestro João Paulo Santos.
Em 1997,encena o thriller musical Sweeney Todd, O Terrivel Barbeiro de Fleet Street de Stephen Sondheim no Teatro Nacional D. Maria II. Foi uma coprodução entre o Novo Grupo, o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro Nacional de São Carlos. O musical volta a ser coproduzido pelo Novo Grupo e pelo Teatro Nacional D. Maria II em 2007.
Também se envolveu na realização e escrita para cinema e televisão:
Em 1989, escreve e realiza o filme Romeu e Julieta – Uma Peça em Construção, para a RTP.
Em 1990, escreve o roteiro da peça A Voz Humana para a RTP.
A nível televisivo, em 1999, foi o diretor de atores da minissérie A Hora da Liberdade, comemorativa da Revolução de 25 de Abril de 1974, para a estação de televisão SIC.
Pedro Medeiros
Nasceu em Fevereiro de 1969.
Entre 1993 e 1999, foi membro do Centro de Estudos de Fotografia e dos Encontros de Fotografia de Coimbra. Em 1997 ingressou na Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e na Escola de Fotografia MauMaus, em Lisboa, prosseguindo os seus estudos em Londres, no London College of Printing (2000-2001) como Bolseiro do Ministério da Cultura/Centro Português de Fotografia.
Fotógrafo freelancer desde 1999.
Realizou trabalho de investigação – encomenda fotográfica – projetos de exposição e edição com diversas instituições e empresas – nomeadamente: Ministério da Cultura/Centro Português de Fotografia – Coimbra 2003 – Capital Nacional da Cultura – Fundação Cidade de Guimarães – Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura – Câmara Municipal de Coimbra – Universidade de Coimbra – CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra – Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra – Direção Regional de Cultura do Centro/Ministério da Cultura – Museu Nacional de Arte Antiga – Faculdade Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra – FEUC – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra – PRO URBE – Associação Cívica de Coimbra – Saúde em Português – Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde Primários dos Países de Língua Portuguesa – OTSH – Observatório do Tráfico de Seres Humanos do Ministério da Administração Interna – Associação Existências – Projeto de Prevenção e Saúde Pública – Direcção-Geral dos Serviços Prisionais/Estabelecimento Prisional de Coimbra – Teatro Académico de Gil Vicente – Fundação Inês de Castro – Festival das Artes de Coimbra – CITEMOR – Festival de Teatro de Montemor-o-Velho – Embaixada de Portugal em Tóquio – Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio – Universidade de Estudos Estrangeiros de Quioto – Bluepharma – Indústria Farmacêutica – S.A.
Exposições em Portugal – Espanha – Inglaterra – Grécia – Ucrânia e Japão.
Pedro Soares
Pedro Soares (Lisboa, 1948) fez formações no Instituto Português de Fotografia, mas é maioritariamente um autodidacta. Foi Professor na Universidade Sénior de Setúbal durante 10 anos. É colaborador na Rádio Azul em Setúbal. Pedro Soares desenvolve intensa actividade profissional nas áreas do retrato, paisagem urbana e rural, teatro e dança. Cultiva o simples e o contraste, persegue a cor, aponta sinais de vida. Mistura com prazer luz natural e luz artificial, respeita os materiais que usa, cultiva valores não cotados em bolsa.
Desde 1980 que fotografa espectáculos em praticamente todo o território português, tendo também fotografado espectáculos em países como França, Bélgica, Espanha, Holanda e Checoslováquia. As companhias portuguesas com as quais manteve uma relação fotográfica foram, entre muitas outras, Teatro de Animação de Setúbal, Companhia de Teatro de Almada e O Bando. As tipologias de imagens que produziu vão desde retratos e material promocional até fotografia de cena, performance para a câmara e fotografia para cenografia.
O fotógrafo conta com um número significativo de publicações, de entre as quais se destacam Histórias de Teatro – TAS 30 anos. Os seus trabalhos integraram várias exposições desde 1982, entre as quais se incluem «Pós de palco» na Galeria de Exposições do Teatro da Malaposta (2010). Soares participou num painel do Colóquio Internacional «Imagens de Uma Ausência» organizado pelo Centro de Estudos de Teatro.