Alípio Padilha
Alípio Padilha (196—-) é fotógrafo profissional residente em Lisboa, Portugal. Fotógrafo de artes performativas ao longo de mais de uma década, com trabalho editado pelo Teatro Nacional D. Maria II, CTT, Uzina Books, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Tarumba, CTL Lisboa, Universal Music, Sony Music, MAAT, Ruamag, entre outros.
Bruno Simão
Bruno Simão (1979, Lisboa) fez em 2010 um curso de fotografia do Instituto Português de Fotografia. Bruno Simão é fotógrafo freelance de espectáculos, colaborando com várias companhias, como a Companhia Nacional de Bailado, o Teatro Nacional de São Carlos, a Casa Conveniente, o Teatro de Pesquisa Comuna, a Companhia Maior do Centro Cultural de Belém e outros tantos criadores individuais, festivais de teatro, de dança e de cinema. Em 2013 venceu o 1º Prémio da Estação Imagem-Mora na categoria de Artes e Espectáculo com o trabalho documental do espectáculo «A Virgem Doida» da Casa Conveniente.
Eduardo Pinto
Eduardo Pinto (Anadia, 1981) é um fotógrafo autodidata que tem fotografado e filmado regularmente produções da companhia A Escola da Noite desde 2010. Eduardo Pinto também fotografa espectáculos de música ao vivo.
Estelle Valente
Estelle Valente, 44 anos. Nascida em França, país com que mantém uma profunda ligação, a fotógrafa adotou Lisboa, de cujo sol diz não prescindir, de há 10 anos para cá. Em 2012 começou a fotografar a fadista Gisela João, que ainda hoje acompanha. Em 2015, iniciou uma colaboração com o Teatro Municipal São Luiz, onde fotografa ensaios, espetáculos e campanha de comunicação.
Garizo do Carmo
Jorge Afonso Garizo do Carmo (1927-1997) nasceu na freguesia Santa Isabel, Lisboa. Viveu em Paris e Maputo, onde desenvolveu o interesse pela cerâmica e pelas artes gráficas. Foi jornalista redator-paginador, professor doLer mais…
Isaac Pereira
Isaac Pereira (Fafe, 1966) é formado em Ciências da Comunicação, Universidade do Minho (Licenciatura) e em História do Império Português, Universidade Nova de Lisboa (Mestrado). Na área da fotografia frequentou o Curso de Fotografia do A.R.C.O. (Lisboa) e tem feito fotografia de autor tanto em Portugal como na China. Em Portugal e no âmbito das artes performativas fotografou o Teatro do Silêncio.
J. Marques (José Marques)
José Marques (1924-2012), também conhecido por “Sr. Marques”, desenvolveu a atividade de fotógrafo de espetáculo a partir de 1949. Graças ao convite do ator Varela Silva, iniciou a sua carreira de fotógrafoLer mais…
João Lourenço
João Lourenço (1944) foi ator de teatro e cinema e fotógrafo de cena. Atualmente é encenador, diretor artístico e programador artístico do Teatro Aberto, Lisboa.
Em 1952, estreou-se na Rádio (Emissora Nacional) como intérprete. É um dos seus pioneiros da Televisão em Portugal‚ tendo durante anos participado em inúmeras peças e folhetins.
Em 1957, estreou-se, como ator, no Teatro Nacional D. Maria II, na peça D. Inez de Portugal, de Alexandre Casona, sendo ensaiado por Robles Monteiro. No ano seguinte, interpretou o protagonista do primeiro folhetim, Enquanto os Dias Passam, de Armando Vieira Pinto e realizado por Fernando Frazão. Foi produzido pela RTP e transmitido em direto.
Em 1959, ingressa no Teatro Nacional Popular (T.N.P.) no Trindade, companhia dirigida por Francisco Ribeiro.
Entre 1962 e 1963 trabalhou com a atriz brasileira Eva Todor e o dramaturgo Luiz Iglésias, no Teatro Variedades e numa vasta tournée pelo país.
Em 1963, estreia-se em cinema, na curta-metragem A Ribeira da Saudade, de João Mendes.
Colaborou pela primeira vez, em 1965, num espetáculo musical, o Paris Hotel de Georges Feydeau, no Teatro Monumental.
Em 1966, desloca-se ao Brasil com uma companhia de Vasco Morgado, atuando no Teatro Ginástico do Rio de Janeiro, onde toma contacto com o teatro brasileiro Arena-Oficina-Opinião.
Encontra outros atores também interessados em fugir ao teatro estabelecido, estatal ou empresarial. Assim, funda com Irene Cruz, Morais e Castro e Rui Mendes, uma sociedade de atores denominada “Grupo 4”. A sociedade era completamente independente dos circuitos comerciais, sem nenhum subsídio do Estado, atuando quase sempre no cinema Tivoli, sociedade essa que foi a vanguarda dos chamados “Grupos Independentes”.
O “Grupo 4” estreia o seu primeiro espetáculo, Knack, de Ann Jellicoe, no cinema Tivoli em 1967. A partir desse ano e com o “Grupo 4” interpreta e produz, entre outras, textos de: James Saunders; Eduardo Manet; Tankred Dorst; Slawomir Mrozek; Peter Handke; Xavier Pommeret e Peter Weiss.
Em 1970, ingressa como artista convidado no Teatro São Luiz numa nova companhia dirigida por Luiz Francisco Rebello.Em 1971, aceita um convite da Televisão brasileira para trabalhar durante 6 meses na «T.V. Rekord-canal 7» de S. Paulo na telenovela Os Deuses estão Mortos, de Lauro César Moniz.
Dois anos depois, estreia-se como encenador profissional, na peça Oh Papá Pobre Papá, de Arthur Kopit na Casa da Comédia.
Em 1974, um ano de mudança para a sua vida profissional, constrói com o “Grupo 4” um novo teatro, o “Teatro Aberto”, em Lisboa. Encena O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, para a inauguração do Teatro Aberto em 1976.
Afasta-se progressivamente da profissão de ator. Durante o seu percurso na representação, interpretou personagens, de vários textos de autores portugueses, como José Régio e de autores estrangeiros, entre os quais S. Beckett, W. Gibson, Shaw, W. Shakespeare, F.G. Lorca, Steinbeck, Molière, Goldoni, Beaumarchais, Lope de Vega, Neil Simon, Bertolt Brech e Stanisław Ignacy Witkiewicz.
Em 1978, é convidado pelo teatro Berliner Ensemble, dirigido por Manfred Wekwerth, para participar no coletivo de encenação da nova versão de Mãe Coragem e os Seus Filhos, de Bertolt Brecht.
Participa no Festival de Shakespeare, em Weimar, Alemanha.
Em 1982, funda e torna-se o diretor da companhia de teatro denominada Novo Grupo, que é a atual companhia residente do Teatro Aberto. A peça Oiçam Como Eu Respiro de Dario Fo, foi encenada por João Lourenço e inicia o percurso da Novo Grupo.
Em 1984, dirige no Teatro Aberto Ubu Português, um original escrito em conjunto com José Fanha e Vera San Payo de Lemos.
Em 1986, encena a peça Mãe Coragem e os Seus Filhos de Bertolt Brecht, foi coproduzida entre a Novo Grupo e o Teatro Nacional D. Maria II.
O XII Festival de Teatro de Setúbal (1987) é dedicado a João Lourenço. Em 1988, é convidado, pelo Brecht Zentrum para participar nas comemorações do 90º aniversário do nascimento de Bertolt Brecht. A versão fílmica de Mãe Coragem e os Seus Filhos, escrita por João Lourenço, foi inserida no Festival.
A convite da Embaixada dos Estados Unidos da América e do United States Information Service, desloca-se a New York e a New Haven – Universidade de Yale, em 1989, numa viagem de estudo para melhor conhecer a realidade do teatro americano.
Em 1991 participou na qualidade de encenador no Encontro de Escritores Galegos e Portugueses, em Santiago de Compostela, Espanha.
Em 1994 Leva à cena a peça Oleanna de David Mamet, no anfiteatro da Faculdade de Letras de Lisboa. Dirige a reposição da peça Oleanna no Teatro Aberto.
Em 1995,encena no Teatro Nacional, a coprodução entre o Novo Grupo e o Teatro Nacional D. Maria II da peça O Caminho Para Meca de Athol Fugard.
Em 2004,encenou no Teatro Aberto, a peça O Bobo e a sua Mulher esta Noite na Pancomédia de Botho Strauss. Foi uma coprodução entre o Novo Grupo e o Teatro Nacional S. João.
Ao longo da sua carreira na companhia Grupo Novo encenou textos dos dramaturgos: Anton Tchekov, Georges Feydeau, Friedrich Karl Waechter, Jim Cartwright, William Shakespeare, Dorothy Lane, Kurt Weill, Bernard-Marie Koltès, Sam Shepard, Eugene O´Neill, Botho Strauss, Jean Anouilh, Werner Schwab, Conor McPherson. Tankred Dorst, David Hare, Patrick Marber, Urs Widmer, Oliver Bukowski, Eric-Emmanuel Schmitt, Neil LaBute, Henrik Ibsen, Peter Turrini, Michael Frayn, Bruce Graha, Jaime Rocha, Händl Klaus, Tom Stoppard, Dea Loher, Yasmina Reza, Kate Fodor, Sofi Oksanen, John Logan, Arthur Miller, Nick Payne, Florian Zeller, Shelagh Delaney, Frank McGuiness, Michael Healey, Caryl Churchill e Lillian Hellman.
Atualmente faz parte do júri do Grande Prémio de Teatro Português e continua na direção artística do Teatro Aberto.
Tem uma vasta carreira de encenador de óperas:
Em 1985, encena, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny de Kurt Weill e Bertolt Brecht, sendo coautor da versão portuguesa com Vera San Payo de Lemos e José Fanha.
Em 1990, encena a ópera A Voz Humana de Francis Poulenc, num espetáculo concebido por si em homenagem a Jean Cocteau com o título global de A Voz Humana: anos 30 anos 60.
Em 1992 e 2005, encena no Teatro Aberto, A Ópera de Três Vinténs de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Em 2002 encena a ópera Albert Herring de Benjamin Britten, com direção musical do maestro João Paulo Santos. No ano seguinte encena a ópera Notícias do Dia (Neues vom Tage) de Paul Hindemith, com direção musical do maestro João Paulo Santos.
Em 2004, encena a ópera de câmara Uma Questão de Confiança de Ernst Krenek.Em 2005,encena no Teatro Aberto A Ópera do Mendigo de John Gay e Benjamin Britten
Em 2006, encena, no Teatro Nacional de São Carlos, a ópera O Nariz de Dimitri Chostakovitch.
Em 2014, leva à cena, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a estreia mundial da ópera Três Mulheres com Máscara de Ferro de Augustina Bessa-Luís, com direção musical do maestro João Paulo Santos.
Em 1997,encena o thriller musical Sweeney Todd, O Terrivel Barbeiro de Fleet Street de Stephen Sondheim no Teatro Nacional D. Maria II. Foi uma coprodução entre o Novo Grupo, o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro Nacional de São Carlos. O musical volta a ser coproduzido pelo Novo Grupo e pelo Teatro Nacional D. Maria II em 2007.
Também se envolveu na realização e escrita para cinema e televisão:
Em 1989, escreve e realiza o filme Romeu e Julieta – Uma Peça em Construção, para a RTP.
Em 1990, escreve o roteiro da peça A Voz Humana para a RTP.
A nível televisivo, em 1999, foi o diretor de atores da minissérie A Hora da Liberdade, comemorativa da Revolução de 25 de Abril de 1974, para a estação de televisão SIC.
João Pedro Barriga Martins
João Pedro Barriga Martins (1995) foi fotógrafo e videógrafo, na companhia 33 Ânimos, nas peças Corpo Futuro e Fake News: Naked Fews de Ricardo Cabaça, assim como fotógrafo no projeto “Conversas” do Arquivo 237.
João Tuna
João Tuna (1967, Portalegre) é fotógrafo e realizador. João Tuna estudou fotografia, cinema e dramaturgia, na escola artística António Arroio, na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Com os mestres António Mercado e Jean-Pierre Sarrazac aprendeu escrita dramática. Iniciou em 1990 o seu percurso na área da fotografia, dedicando-se em exclusivo ao retrato e à fotografia de cena para teatro ou cinema. Realizou várias curtas-metragens, filmes institucionais e versões-filme de espectáculos de teatro; escreveu argumentos e peças de teatro. A sua primeira peça publicada, Dorme Devagar, estreou em Paris com o título Dort Doucement (2000). Em 2012 foi distinguido pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pela sua carreira enquanto fotógrafo de teatro.
João Tuna fotografou mais de cinco centenas de espectáculos desde 1990, tendo colaborado com dezenas de companhias/festivais portugueses, entre elas pode destacar-se as colaborações com o Teatro Nacional São João. O fotógrafo é também responsável por telões e cartazes para cinema e programas de sala, agendas/cadernos de programação e livros de temporada. Em 2001, e no contexto do Festival PoNTI publicou PONTI 2001. Em 2012 o livro Todos os Fantasmas Usam Botas Pretas foi publicado. O seu trabalho tem também sido exposto no TNSJ, FNAC, TNDMII, Silo Auto – Matosinhos, Teatro da Comuna, CCB, Largo Residências, Festival TODOS.