Martim Ramos
Martim Ramos (Lisboa, 1983) é um artista que trabalha principalmente com fotografia e cinema. Tem uma Licenciatura em História da Arte pela FCSH e um Mestrado em Fotografia pelo Royal College of Art (Londres) e frequentou o curso de Fotografia no Ar.Co (2002/04). A sua prática artística aborda questões relacionadas com trauma, memória e representação. Para o seu trabalho faz uso de fotografias e objectos encontrados, recorrendo a práticas de apropriação e intervenção, nos contextos da literatura, performance, fotografia e cinema. As suas criações desenvolvem-se no limiar entre documento e ficção.
Tem publicações em jornais e revistas como o Le Monde – The Japan Times e Expresso. Conta também com inúmeras exposições individuais e colectivas. Entre 2016 e 2018 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Martim Ramos fotografa desde 2015, em co-autoria, com a performer Ana Vilela da Costa.
Paulo Abrantes
Paulo Abrantes (Luanda, 1969) iniciou a sua formação em 1988 no Centro de Estudos de Fotografia da Associação Académica de Coimbra, onde frequentou um Curso de Iniciação à Fotografia (analógica) e diversos workshops temáticos. Participou em diversos workshops e cursos de fotografia digital. Tem inúmeras publicações e exposições, tanto individuais como colectivas.
Fotografou cerca de meia centena de espectáculos, ensaios e bastidores do grupo de teatro O Teatrão.
Documentou diversos eventos de magia, nomeadamente espetáculos de rua e galas internacionais dos Encontros Mágicos de Coimbra (de1999 a 2020, exepto 2019), Lisboa Mágica (2008, 2009 e 2010) bem como o evento internacional ESSENTIAL MAGIC CONFERENCE (2010, 2011 e 2012) – entre outros.
Paulo Catrica
Paulo Catrica (Lisboa, 1965) estou Fotografia na Ar.Co (1984/85), licenciou-se em História na Universidade Lusíadas (1992). Em estudos pós-graduados é mestre em Imagem e Comunicação pela Goldsmith’s College (1997) e doutorado em Estudos de Fotografia pela Universidade de Westminster (2011). Foi bolseiro do Centro Português de Fotografia (1995), da Calouste Gulbenkian Foundation (2001) e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2006/2010 & 2014/2019). É desde 2019 Investigador residente no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.
O trabalho fotográfico de Paulo Catrica incide principalmente em fotografia de lugares, paisagem e arquitectura. Persiste no seu trabalho, que normalmente é composto por séries, a ideia de associar arquitectura (objecto) com contexto envolvente o uso quotidiano. Ensaiando assim a possibilidade de (re)criar um ‘lugar’ fotográfico, simultaneamente tangencial e simbólico da memória colectiva, como uma alegoria do lugar comum. Como autor, tem exposto e editado regularmente desde 1997. Foi autor de dois projectos de encomenda sobre Teatros para o Teatro Nacional de São Carlos e para o Teatro Nacional D. Maria II. Desenvolveu também um projecto para a Companhia Nacional do Bailado que nunca chegou a ser exposto e/ou editado.
Entre 1989 e 1992 fotografou a Oficina Coreográfica na Escola Superior de Dança em Lisboa e as encenações de Mário Feliciano do Teatro da Politécnica. Para além da fotografia de cena, material promocional e retratos de actores, foi responsável pontualmente por fotografia e vídeo para cenografia.
Rui Serra Ribeiro
Rui Serra Ribeiro (Lisboa, 1960)
Em 1985 iniciou a sua formação profissional de fotografia no Ar.Co em Lisboa. Em 1990/91, trabalhou como profissional na empresa Quatro ponto Quatro, publicidade e design industrial, realizando trabalhos de fotografia de produto, para marcas reconhecidas, Crisal Atlantis(cristais), Solvay (indústria química), UMM (indústria automóvel), Câmara Municipal de Lisboa (turismo) e outras.
Para o designer Henrique Cayatte, realizou fotografia documental das suas ilustrações nas Edições Caminho e o espólio do Arquitecto Cassiano Branco com exposição no Cine-Teatro Éden em Lisboa.
Todos estes trabalhos foram realizados em estúdio com câmeras analógicas de médio formato 6×6 Hasselblad e formato 9×12 Linhof.
Já na era digital, de 2010 à presente data, trabalha como fotógrafo e foi formador de cursos de iniciação e profissionais na ETIC e na ALFA em Faro, no Centro de Artes e Ofícios em São Brás de Alportel e na Casa da Juventude de Olhão.
No Algarve, o fotógrafo já expôs na Galeria ARCO, Galeria Adérita e Teatro Lethes.
Tem trabalhos de fotografia de autor publicados na prestigiada revista Egoísta.
A exposição “Saudade Guitarra Portuguesa” no teatro Lethes em Faro, foi prefaciada e apadrinhada pelo Mestre António Chaínho que abrilhantou o evento com um recital de Guitarra Portuguesa e a sua presença no programa da RTP1 Praça da Alegria.
Para além do trabalho pontual na área das artes performativas Rui Serra Ribeiro faz fotografia de autor, fotografia de casamento, eventos e fotografia comercial.
Tânia Araújo
Tânia Araújo (1980, Lisboa) é licenciada em Audiovisual e Multimédia na Escola Superior Comunicação Social. Tem o curso Profissional de Fotojornalismo pelo CENJOR. Fez várias formações e workshops de Fotografia sendo muitos deles realizados no Movimento de Expressão Fotográfica (MEF).
Entre 2012/2020 foi produtora dos Workshop de Fotografia Documental na República da Armênia, Índia, Marrocos, São Tomé e Príncipe, China, Cuba, Moçambique e Irão. Em 2012 realizou uma formação pedagógica e fotográfica no Centro Madre Trindade em Dilor – Timor-Leste. Jovem Criadora selecionada para representar a comitiva portuguesa no 1º Congresso Internacional da Juventude “Great Silk Way”, Baku – Azerbaijão, 2012. Desde 2003 faz parte dos órgãos diretivos do MEF – Movimento de Expressão Fotográfica. Em 2011 realizou uma residência artística pela Scoala de Poetica Fotografica “Francisc Mraz”, em Bucareste e uma residência artística no projeto EVA – Exclusão de Valor Acrescentado – Bairro da Bela Vista, em Setúbal, a convite do Clube Português de Artes e Ideias, financiado pelo Programa Escolhas e pela Secretaria de Estado da Cultura/ DGArtes.
Em 2009 e 2017 foi artista finalista nos Encontros de Imagem Braga. Foi jovem criadora selecionada na área de fotografia no Concurso Jovens Criadores em 2009 e 2010. 1º prémio jovem criador Aveiro 2011. Menção Honrosa da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira em 2010. 1º Prémio do Concelho da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira em 2005 e em 2008.
No âmbito das artes performativas fotografou há volta de duas centenas de espectáculos de teatro. Tem trabalhado assiduamente no FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa desde 2008 e colaborou durante vários anos com A Barraca e a Companhia Teatral do Chiado.
Valter Vinagre
Valter Vinagre (1954, Anadia) é um fotógrafo português que produz imagens sobre a realidade sem se limitar a tipologias ou temas definidos. O lugar da cidade, a viagem e a paisagem podem ser motivos da sua fotografia, mas não a determinam. Submetem-se antes a uma reflexão e a um discurso sobre o real, num jogo onde se revelam e ocultam metáforas, retratos e gestos. Esta abordagem, distante do registo documental, pode ser encontrada em trabalhos como Carta do Sentir ,Para, Olha, ou em Bored In Usa, Pensaram matar o bicho ficou a peçonha, Posto de trabalho e Sob o Signo da Lua, Da natureza das coisas, Animais de estimação ou, ainda, em 7retratos.7paisagens enquanto retrato , Corações ao alto e Homem morto passou aqui, os seus trabalhos mais recentes.
Valter Vinagre recebeu em 1999 o prémio da 6.ª Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira com a série “ Corpu insanu” e em 2016 o Prémio Autores 2016 da Sociedade Portuguesa de Autores. Melhor Trabalho de Fotografia com a série “Posto de trabalho”
Em 2015 realizou o filme Espera , apresentado com a Exposição “Posto de trabalho” no Museu da Electricidade/MAAT em Lisboa.